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Bate papo exclusivo com o blog Constance Zahn sobre bar para casamentos

Com 11 anos de estrada, a Brother’s Bar é um dos principais nomes quando se fala em bar de casamento. Sob o comando de André Lisot e Maurício Moser, a empresa tem um excelente serviço de coquetelaria para a festa, e, ainda, uma importadora para solucionar todos os demais itens que envolvem as bebidas do casamento. Para saber como tudo começou e como montar o bar de casamento perfeito, conversamos com Maurício, que deu boas dicas para os noivos. Vem ver:

 

– Como começou?

A Brother’s Bar começou em 2005 atendendo festas particulares em domicílio. Nessa época, o André, que é meu sócio, percebeu que o mercado era carente de um bom e completo atendimento para eventos maiores. Ele é formado em administração de empresas e em eventos. Eu era biólogo, dava aulas, e vim parar na Brother’s enquanto esperava meu mestrado ser aprovado na Itália. Tomei gosto pela coquetelaria, por estudar os sabores e desisti da viagem.

 

– E como foram parar no mercado de casamentos?

Acabou sendo natural. Essas famílias e amigos que contratavam a gente para fazer as festas em suas casas começaram a nos chamar para comandar o bar de seus casamentos. Isso era 2008, época em que os casamentos começaram a ter, pelo menos, um bar de caipirinhas. Até então não era tão comum os casamentos terem bares de coquetéis. Então, acabou que a Brother’s começou no mercado de casamentos ao mesmo tempo que outras empresas com mais tempo de estrada.

 

– Qual a grande mudança do bar de casamento que você vê nesses 11 anos?

Muitas mudanças. Durante anos, a partir de 2008, os drinks clássicos ficaram esquecidos no mercado de eventos. Falar naquela época de gin tônica era quase uma heresia, as pessoas que tomavam eram vistas como alcoólatras. O reinado era quase que absoluto dos bares de caipirinhas. Há quatro, cinco anos que houve uma retomada dos drinks clássicos, da figura do barman atrás do balcão, da importância do bar dentro da festa. E o legal é que essa falta de cultura de tomar drink do brasileiro mudou. Hoje, as pessoas começaram a apreciar um aperol spritz, uma gin tônica, um moscou mule…

 

– O que a Brother’s Bar oferece aos noivos?

Temos todo serviço de coquetelaria, staff para servir as bebidas comerciais, com champagne e cerveja, até a parte de fornecimento dos rótulos. Hoje, um dos braços da Brother’s é uma importadora que disponibiliza para os nossos noivos não só os destilados, como champagne, whisky…

 

– Qual a diferença de um bar de casamento para o de uma balada? Quantos itens no mínimo precisam ter no menu?

É muito diferente. Assim como não adianta você contratar o melhor fotógrafo de moda para registrar seu casamento, não funciona fechar negócio com alguém despreparado. Entender como um casamento funciona faz toda a diferença. Um exemplo: na balada você faz um drink com dose grande porque o cliente está pagando por aquilo e quer um copo que condiz com o preço. No casamento, se a gente faz com uma dose com teor alcoólico alto, corremos o risco do convidado ficar embriagado logo no começo da festa, além do desperdício de bebida – ele, inevitavelmente, vai desprezar aquela bebida depois que o gelo derreter para buscar outra.

 

– O que não pode faltar e o que é dispensável?

O bar de casamento é muito específico, não adianta colocar drinks que não sejam um consenso ao paladar da grande maioria. Diferente da balada, no casamento você tem pais, tios, avós… Portanto, se temos 5 drinks na carta, pelo menos três precisam agradar cada convidado. Escolha drinks refrescantes e com menor teor alcoólico. Seja inverno ou verão, o bar de casamento é um bar de pista de dança e todos estarão aquecidos. Invista em rótulos de qualidade. Não há nada mais desagradável que servir bebida ruim. Além de estragar a festa, seus convidados não terão boas recordações do seu casamento no dia seguinte. E, por fim, não economize no atendimento. Entenda que ninguém vai ficar sem beber no casamento. Se você economiza e o bar se torna inacessível, todos vão procurar outra coisa, e o consumo de champagne, cerveja, whisky vão subir, assim como o preço do seu casamento.

Já no que pode ser dispensando são os drinks servidos em taça martini, como o próprio Martini, o Cosmopolitan… Esses drinks não funcionam para dançar. Outro ponto são os drinks autorais. Em casamento não dá para fazer uma carta cheia de drinks que ninguém conhece. As pessoas não vão ao casamento para se “arriscarem” e terem que sair da pista novamente porque o drink não é agradável ao seu paladar. Minha sugestão é trabalhar com 3 ou 4 que todo mundo conhece, e aqui pode variar na apresentação, e pontuar com o menu com esses autorais, como o drink do casal.

 

– Além de dar opções aos convidados que não consomem as bebidas prontas, qual a maior vantagem de montar um bar de coquetéis no casamento?

Eu diria que a economia e queda no consumo destes produtos prontos. Quando o bar é bom, você pode ter certeza que vai sobrar champagne, cerveja, whisky… O que, no final das contas, é quase que um “reembolso” para os noivos.

 

– Hoje temos o bar cada vez mais em destaque na decoração do casamento. Você prefere um bar central único ou dois ou três periféricos?

Quem decide a posição é o decorador. Para mim, o bar central é muito melhor. Você consegue atender quem está na pista, como quem está nas mesas. Fora que dois bares laterais de 4 metros cada um ainda é menor que um redondo central de 3 metros de diâmetro, que acaba tendo 10 metros de atuação.

 

– Em festas comerciais bares temáticos, como bar de gin, bar de cervejas artesanais têm feito sucesso… Você acha que essa proposta funciona em casamento?

Com exceção do bar de whisky, os demais não acho que funcionam. Se a gente pegar o de gin, e voltando para a necessidade de agradar a maioria, quantos drinks de gin você conhece que são um consenso e que compensem montar um bar só de gin? Um outro ponto: pense em um casal de convidados onde um quer tomar gin tônica e o outro vodca com energético. Você quer mesmo separar os dois ou obriga-los a irem de bar em bar? No casamento, sugiro deixar todas as opções em um só ponto. No caso da whisqueria é diferente. Porque quem toma whisky gosta de rótulos, e não de drinks.

 

– Qual a diferença do bar de um casamento no campo ou praia para um na cidade?

Assim como casamentos no campo, na praia você tem mais liberdade de trabalhar os drinks frutados. Esses recebem muito bem um clericot, uma caipirinha… Bem diferente da cidade, em salão, que tem como certeiro os drinks de balada, como gin tônica, moscou mule e vodca com energético. Além das opções de bebida, a praia e o campo também te permite brincar com formas despretensiosas de apresentação, como maison jars, frasco de geleia, copo americano, coco…

 

– Vocês fazem destination wedding?

Sim, fazemos. Quando é no Brasil, levamos tudo de São Paulo. Quando é fora do país, principalmente na América do Sul, mandamos um produtor antes para fazer a pesquisa de bebidas e no dia do casamento seguimos para o destino com a equipe e utensílios. Só trabalhamos com nossos próprios profissionais. Todos receberam o mesmo treinamento, possuem a mesma sintonia, tudo o que eu e o André prezamos desde o começo: um serviço de qualidade.

 

– Três dicas para os noivos na hora de escolher o bar do casamento:

O mercado de casamento sofre muita oscilação, então não contrate ninguém com menos de dois anos de carreira e sem conhecer a história daquela empresa, principalmente se você está fechando com mais de um ano de antecedência. Nós brincamos que fazer chover por pouco tempo é fácil, mas por muito anos é mais difícil.

Não se deslumbre com preço baixo, porque não existe bebida boa e barata, muito menos serviço de qualidade.

O casamento é uma grande festa de três pilares: comida, bebida e música. Se um desses três for ruim, as chances do seu casamento não ser como você espera são grandes.


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